Estava com meu
filho de cinco anos cavando buracos para plantar árvores frutíferas. De repente,
ele percebeu que uma minhoca foi cortada ao meio pelo ferro-de-cova.
Perguntou-me se ela ia morrer. Respondi-lhe que a minhoca já era, tinha ido para
o beleléu. Ele, então, quis saber o que era beleléu. Disse-lhe que era um lugar
distante, parecido com o céu. Ele me surpreendeu querendo saber se a vó dele
estava lá, no beleléu. Disse-lhe que sim. Ele quis saber mais: "O que as pessoas
ficam fazendo lá, no beleléu"? Quando lhe disse que elas fazem lá o que sempre
fizeram aqui, na Terra, ele concluiu: "Caramba, pai. A vida lá no beleléu deve
ser muito monótona".
(A história serviu
de inspiração para a crônica IR PARA O BELELÉU, de João Batista Gomes, publicada
no jornal A CRÍTICA - Manaus-AM)
Clique aqui para ler a crônica IR PARA O BELELÉU, escrita a partir do depoimento
acima.